sente. sorri. chora de tanto rir. revolta-te. grita em plenos pulmões. corre por algo. não desistas. constrói memórias. marca a diferença. vive. volta ao início.

sábado

amor platónico.

Sinto a necessidade a fervilhar pelo sangue, a vontade de te ver e falar. Penso em ti, a máquina que me faz viver bate cada vez mais rápido e cada batimento é mais forte que o outro. Num respirar trémulo, deparo-me em lágrimas pois não consigo manter a calma e muito menos sei o que fazer. As minhas pernas, como que quisessem tomar controlo da situação correm em tua direção, eu tento parar mas, é mais forte que eu... A necessidade é bastante mais forte. Não estás lá, não estás em lado nenhum. Os meus olhos correm todos os cantos com o intuito de te encontrar para assim me certificar de que não estás mesmo ali e poder continuar. Esta procura constante por ti está a derrubar cada fragmento meu, anteriormente colado, pedacinho a pedacinho. O barulho do bater dentro do meu peito está cada vez mais ensurdecedor e tento encontrar uma solução mas nem concentrar-me consigo. As lágrimas pela cara, correm ao mesmo tempo que imagens e palavras dentro da minha cabeça. Pergunto como é possível, tão ausente seres capaz de me prender a ti. Tudo pára ao fazer essa pergunta. O coração pára de bater, as lágrimas secam, as pernas param subitamente e os olhos, simplesmente param de te procurar e fecham-se por vontade própria. Subitamente apareces tu... tal e qual como me lembrava. As lágrimas, lentamente, voltam a cair, mas desta vez, estão felizes por finalmente estares de volta. Com medo, agarro-te com força para me certificar que não voltas a deixar-me e, se ficar de olhos fechados for a única maneira para te ter aqui, então assim ficarei.